Leve,Cheio de si.
Certeza,
Seus olhos.
Inteiro,
Meu sorriso.
Seu,
Sou.

Não resta poeira.
De trás da mobília, por cima das fotos,
Mil anos do mesmo novo.
Mudanças estáticas,
Ansiedade prevista,
Reprise das cópias.
Quando soltam-se as letras engavetadas,
E as bocas declamam frases de galante,
Murcha-se mais um broto de mim.

Falamos do homem.
Da sua necessidade íntima de fuga do caos.
Preso, o homem se torna apático a velocidade do tempo.
O dia traz segundos corridos de uma rotina frenética e automática.
A noite, assaltada, alimenta a tão angustiante insônia.
Surge a música para resgatar o espírito que ainda pode ser indomável,
A natureza é o lugar de completude.
Simplicidade no estilo de viver,
Puro ar ao respirar sentimentos desordenados,
Singeleza para retirar as pedras do caminho.
A cidade e o campo fazem parte do mesmo homem.
Duas metades que se encaixam e se corroem.
Duas poesias contraditórias e complementares.
Poema de introdução do TCC de Marcos Bonfim e Mariana Bolognese (criado pelos mesmos)